quarta-feira, 28 de agosto de 2013

AGUENTE O TRANCO!

Por André Storck

Bem, vocês leitores assíduos do blog já sabem, ou deveriam saber, que sempre damos destaque ao fato de vivermos em um tempo de relativismo. Como dizemos e repetimos várias vezes, o mundo em que habitamos é inspirado por uma grande verdade, qual seja: que não existem verdades.  (parece contraditório? Mas, acredite, é isso mesmo).
O valor supremo para os incautos cidadãos pós-modernos é a aparente paz e comunhão entre pessoas. As diferentes opiniões, pensamentos e teorias devem ser varridas para debaixo do tapete, pois, afinal de contas, a verdade absoluta não existe.
Segue-se que ninguém pode julgar ninguém, pois se a verdade não existe, ou só Deus tem acesso a ela, quem sou eu para julgar o próximo que talvez esteja cometendo um erro? Assim, mais uma vez somos obrigados a cerrar os lábios e sorrir amigavelmente, para manter a paz e o amor, bem ao estilo hippie dos anos 60.
A discussão sobre idéias e opiniões deixa de ser considerada crescimento intelectual para ser considerada ofensa pessoal. As pessoas perdem a capacidade de diferenciar um problema teórico entre opiniões diferentes de um problema pessoal. Dessa forma, os relacionamentos e os bate-papos têm que ser rasos e abordar somente questões que todos concordem uns com os outros. Só assim se mantém a comunhão superficial. A ordem clara e retumbante é esta: toda polêmica deve ser anulada.
Deste modo, os relacionamentos se tornam superficiais girando apenas em torno de opiniões comuns. Sempre as mesmas pessoas vazias, as mesmas conversas sem conteúdo, tudo futilidade, tudo vaidade. Como por exemplo, dentro de igrejas, os únicos assuntos possíveis são: oração, evangelização, leitura da Bíblia e amor ao próximo, pois são essas coisas com que todos concordam, mesmo não sabendo muito bem como fazê-las. Outras questões não podem ser discutidas, devendo apenas ser acatada a opinião da autoridade que falar mais grosso.
A grande jogada desse tipo de pensamento é dominar. Quando ninguém discute o que é certo ou errado, quando ninguém pode julgar nada, quando não há diálogo, quando debates saudáveis e a busca pela verdade são condenados e quando todas as polêmicas são anuladas, a verdade de quem está no poder domina tranquilamente por debaixo dos panos quentes do relativismo. No caso de uma nação, dominará a vontade do ditador, no caso de uma família dominará a vontade de um pai/cônjuge opressor e no caso da igreja a vontade de um sacerdote ganancioso. Isso ocorre porque as decisões e opiniões de quem está no poder não serão julgadas, questionadas nem debatidas pelos oprimidos porque não existem verdades absolutas e, assim, não dá para julgar/avaliar nada.
A falsa sensação de paz, harmonia, comunhão e alegria do pobre povo explorado serão mantidas com festas, diversões, louvorzões e outros mimos.
Se alguém perturbar tal sossego, deve ser taxado de semeador de contendas e rebelde. Se alguém ousar defender alguma verdade abalando os falsos laços de comunhão bordados no tecido do relativismo deve ser expulso do grupo, excluído do rol de amigos e marcado como persona non grata.
Nós cristãos nos tornamos escravos de um sistema de falsidade e superficialidade, esmagados pelo julgo da idéia de que não existem verdades absolutas e, assim, devemos tolerar e aceitar tudo o que dizem e fazem sem poder discernir o que é certo do que é errado. Oprimidos pela obrigação de sempre sorrir para manter aparências de união ao invés de poder ajudar o próximo com a Verdade que liberta.
Do outro lado, no verdadeiro cristianismo, o Apóstolo Paulo exortava os crentes para:
“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, REPREENDA, CORRIJA, EXORTE com toda a paciência e doutrina.
Pois virá o tempo em que NÃO SUPORTARÃO A SÃ DOUTRINA; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.
Eles SE RECUSARÃO A DAR OUVIDOS À VERDADE, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, SUPORTE OS SOFRIMENTOS, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. 2 Timóteo 4:1-5
E conhecerão a VERDADE, e a VERDADE VOS LIBERTARÁ.  João 8:32
Queridos amigos e respeitáveis leitores, as Verdades do Evangelho são simples, mas também são duras e atingem todas as áreas da vida. Daí a pancada que sentimos ao ouvir uma verdade. Mesmo não querendo, muitas vezes nós nos comportamos conforme a cartilha relativista do mundo pós-moderno, afinal, crescemos e fomos criados nessa cultura destrutiva e opressora e é muito difícil moldar uma mente cristã, verdadeiramente sadia e capaz de julgar e avaliar o mundo ao nosso redor.

Por isso temos que estar vigilantes quando alguém disser algo que nos incomoda. Geralmente ao ouvirmos opiniões contrárias, começamos a sentir aquela coceira nos ouvidos e a vontade de tampá-los. Nessas horas lembremo-nos dos versículos acima! Temos que agüentar o tranco!
Aguente por um momento aquela forte pancada que todos sentimos em nossas cabecinhas pós-modernas quando alguém afirma estar dizendo o que é certo, julgue com serenidade e com a Bíblia o que está sendo falado, ao invés de simplesmente evitar o debate ou rejeitar a mensagem, pois, afinal de contas, pode ser a Verdade vindo te libertar.
Que Deus te abençoe e te ilumine!
JULGAI TODAS AS COISAS, retendo o que é bom, abstende-vos de toda forma de mal. 1 Tessalonicenses 5:21



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