sexta-feira, 8 de junho de 2018

CURSO TEOLOGIA&COSMOVISÃO GECC

Se inscrevam do curso do GECC de Teologia e Cosmovisão Reformada!
Uma ótima oportunidade para formar seu conhecimento básico sobre a doutrina reformada.
Haverá um encontro para estudo e debates todo o último sábado de cada mês, por 9 meses.
O material de estudo será fornecido por encontro e será emitido certificado para os aprovados ao final ou por tema de acordo com requisição do aluno.
O valor será cobrado por encontro, sendo R$10 reais para visitantes e R$5 reais para associados.
As aulas terão início no dia 30/06, às 15 horas, na SEBE (Av. José Faria da Rocha, 66, Eldorado, Contagem). 


Se você não fez sua inscrição, ainda dá tempo de fazer!
Inscrições no link:





quarta-feira, 1 de novembro de 2017

500 anos da Reforma: e agora?

Por Yuri Fernandes

Jan van der HEYDEN (1637-1712) Delft


500 anos da Reforma Protestante que abalou o mundo. Mas em que medida será que o mundo foi abalado por ela? Está aí algo que é preciso ser avaliado pela nossa geração, que recebeu a Reforma como um legado.

Nos últimos 500 anos o mundo mudou bastante. Por um lado, porque a Reforma, que começou em alguns pontos da Europa, espalhou-se por lá e também ganhou terreno fértil nos Estados Unidos. E por muito tempo essa porção norte do mundo foi o coração pulsante do cristianismo. Era ali que as coisas aconteciam. Só que o mundo se tornou mais secular nessas regiões. A fé vibrante se esfriou por conta do liberalismo e deu lugar à apostasia. O secularismo que toma conta do mundo ocidental tem se mostrado extremamente relativista e criado uma geração sem referenciais absolutos.

Por outro lado, o coração pulsante do cristianismo tem se deslocado agora para o sul global. Na América do Sul e na África, o cristianismo tem crescido cada vez mais – sim, com muito joio em meio ao trigo, mas definitivamente é uma igreja em ascensão. A Coreia do Sul é a terceira maior força missionária do mundo e o país mais protestante da Ásia, em números relativos. Apesar de o cristianismo na China ser pequeno em relação ao número de habitantes, é a religião que mais cresce no país – há quem diga que será, em poucos anos, o país com mais cristão em números absolutos.

Contudo, a região da chamada Janela 10/40, que se estende do norte da África até boa parte da Ásia e do Oriente Médio, é a região menos evangelizada do mundo. Coincidentemente é onde ficam quase 2/3 da humanidade e o berço das três maiores religiões depois do cristianismo: islamismo, hinduísmo e budismo. Também é o lugar com os menores índices de desenvolvimento humano do mundo. Ou seja: um mar de idolatria, perseguição e hostilidade.

O mundo também mudou no aspecto tecnológico. Na época da Reforma tínhamos a prensa gráfica de Gutemberg e algumas estradinhas que interligavam a Europa – e os navios despontando no horizonte da expansão do mundo conhecido. Hoje vivemos em um mundo globalizado, onde tudo é conectado com um clique e é muito mais fácil se deslocar entre países. Grande parte da população está migrando para grandes cidades, fato que gera mais conexão, porém também mais problemas urbanos e sociais.

Resumindo: estamos num mundo onde o cristianismo agora tem sua principal expressão em países menos influentes no cenário mundial. O Ocidente é secularizado e relativista, o Oriente é extremamente hostil e fechado e o mundo, no geral, é hiperconectado.
À luz desse quadro podemos pensar o que significa ser reformado nos dias de hoje e o que fazer com o legado que nos foi dado. Aqui é preciso resgatar um conceito muito importante: a missionalidade. Ser missional é encarar esse legado de fé que temos como um compromisso com o testemunho cristão em todas as áreas da vida, e em todas as partes do mundo.

Explico: temos um desafio enorme de impactar a nossa geração e a cidade em que estamos. Temos o desafio de pregar, no nosso caso, em uma sociedade com moral baixa, de relativismo, e de ser testemunha de Cristo, pregando o evangelho que nos foi dado. Esse desafio é obrigação de todos os crentes, pois somos todos eleitos para anunciar a glória de Deus. Mas também temos o desafio de olhar para o mundo, para aqueles que nunca ouviram o evangelho de Cristo, para terras distantes e também sairmos a pregar o evangelho lá, pois nos é dito que Cristo será anunciado entre todos os povos!
Diante desses enormes desafios, temos também enormes possibilidades! Lutero e Calvino se utilizaram da prensa gráfica para disseminar suas ideias e impulsionar a fé reformada. Ouso dizer que a prensa gráfica foi instrumento de Deus para a manutenção da Reforma da igreja. Do mesmo modo, hoje, temos uma facilidade tecnológica que nos abre um mundo de possibilidades, tanto em termos locais quanto em termos mundiais. Talvez seja a hora de ver que a tarefa é grande, e por isso ir além de fronteiras geográficas: a igreja é a Igreja de Deus, independentemente de sua nacionalidade, e os cristãos de vários países podem carregar os fados uns dos outros.

Isso nos leva a pensar, como igreja, no nosso desafio de “ir e pregar a todo o mundo”. Temos que começar a olhar para os povos não alcançados e enviar missionários a esses campos. Precisamos ser resposta também para os lugares marcados pela secularização, clamando por um avivamento nessas terras. Também precisamos aceitar o desafio de reformar a igreja em nossa própria nação, onde as heresias e a ganância de uns destroem a boa fé do povo.


Ser reformado no século 21 é isso tudo e mais um pouco. É ter um rico legado do passado, em um mundo que definitivamente não é mais o mesmo. Mas o chamado de Cristo permanece o mesmo. Que com a graça de Deus possamos cumprir a tarefa que Deus legou à nossa geração! 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

500 anos da reforma: precisamos ser mais católicos!

                                                                                                                Por Yuri Fernandes



O maior erro que um evangélico pode cometer hoje em dia é deixar de ser católico. Calma, não se assuste com essa informação – este está longe de ser um texto a favor do catolicismo romano. Antes, pretendo abordar como a Reforma Protestante confirma o fato de que nossa fé é católica
.
Não precisamos ficar confusos. A palavra católico tem raiz no grego e significa universal. Logo, ser reformado é ser da igreja universal – não, não estamos falando daquela igreja do coraçãozinho com a pomba dentro. Brincadeiras à parte, quando falamos de uma igreja católica, ou universal, estamos falando do fato de que toda a comunidade de redimidos de Cristo do passado, do presente e do futuro fazem parte dessa igreja.

Como é sabido, os reformadores nunca quiseram fundar novas denominações, tanto que o nome do movimento ficou conhecido como Reforma. Foi o Catolicismo Romano, inflexível a esse espírito, que gerou essa consequência. O fato é que a grande crítica dos reformadores não se baseava em o catolicismo romano ser católico de mais, mas porque era católico de menos. Explico: uma vez que o elemento “Roma” passa a dar identidade para a igreja, esta já deixou de ser católica. Logo, ela é católica de menos porque é romana demais. 

Os romanistas atacaram os reformados por abandonarem a tradição da igreja. Mas a questão é que quem de fato se afastou da tradição pura da igreja foram os romanistas! Não foi esse o argumento de Calvino, quando escreveu ao rei Francisco I sobre as acusações de que os reformados desprezavam o conteúdo dos patrísticos, os pais da igreja? Veja só:

Então, contra nós investem com ímpios brados como sendo nós desprezadores e inimigos dos patrísticos. Nós, porém, tão longe estamos de desprezá-los que, se fosse esse nosso presente propósito, de nenhuma dificuldade me seria possível comprovar-lhes com as próprias opiniões a maior parte daquilo que estamos hoje afirmando. (CALVINO, p. 31)

Ora, Calvino sabia que a Igreja existia antes dele. E existia antes do romanismo. Dessa forma, o objetivo dele não era desprezar todo o conhecimento que grandes homens do passado legaram à igreja, mas, antes, retornar à Ele! É por isso que podemos bradar em alta voz: ser reformado é ser católico!

Porque ser católico é crer nas Escrituras como nossa única base de fé. Ser católico é crer que essa Escritura nos conta uma história de redenção da humanidade e que converge para Cristo. Ser católico é crer que esse Cristo pode nos salvar dos nossos pecados. Ser católico é crer que essa salvação é disponível apenas pela graça e somente pela fé. Ser católico é crer que toda a nossa vida nesse mundo é um imenso palco para a glória de Deus!

Nesse sentido, ser católico é crer nos 5 solas. É também crer no credo apostólico como um resumo da nossa fé. É olhar para o passado e perceber a miríade de credos, confissões, catecismos que mesmo falíveis nos foram deixados pelos santos de Deus que passaram nesse mundo. Porque a fé cristã não é minha: é nossa. Só é possível ser cristão no seio da comunidade que existia antes de você e que vai continuar existindo depois de você, e com você na eternidade.

Em tempos onde os evangélicos acham que catecismo é coisa de católico e que o credo é a prece que os católicos usam para espantar mau-olhado (de fato alguns o usam assim), é difícil resgatar essa unidade. É ainda mais difícil viver essa unidade em tempos de igrejas que se descambam para heresias, negando a trindade, tornando-se sabatistas, vendendo o dom da salvação. Essas seitas assim o fazem por terem esquecido a verdade católica da Igreja. Contudo, isso é algo fundamental. Precisamos resgatar nossa herança histórica. Precisamos ser mais católicos.

Referências.
CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã. Edição clássica. Ed. Cultura Cristã.


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

500 anos da reforma: comemorar o quê?

Por Yuri Fernandes

Jogos Infantis. Pieter Bruegel 1560, Holanda. 



500 anos da reforma. Uma data mais do que especial para todos aqueles que vivem hoje uma fé bíblica e verdadeira, um verdadeiro marco na igreja de Cristo. Mas, enfim, o que celebramos nessa data da Reforma?

É bastante claro que celebramos o Sola Scriptura como uma forma de lembrar do fato de que agora nós temos livre acesso à palavra de Deus. O Sola Fide, o Sola Gratia e o Solus Cristhus, como a grande expressão dessa verdade nos lembrando que a salvação é apenas pela graça, mediante a fé somente em Cristo. Porém um ponto importante é perceber que uma das grandes comemorações que precisamos fazer na Reforma é o resultado de tudo, isto é, uma vida firmada na palavra e com uma segura salvação em Cristo, que resulta em Soli Deo gloria.

Comemorar a reforma é lembrar que a vida do crente deve ser um sinal vivo e permanente da glória de Deus, não apenas dentro da igreja, mas em todas as áreas da vida. Quando pensamos na Reforma, nossa mente logo ecoa alguns nomes: Lutero, Calvino, Farel, Zuínglio. Mas qual foi o foco do trabalho desses homens? Eles libertaram e ensinaram a palavra de Deus ao povo, para que o povo, munido desse alimento espiritual, pudesse viver para a glória de Deus.

Nesse sentido, comemorar a Reforma não é simplesmente lembrar a vida de Calvino, Lutero, Farel e Zuínglio – homens de Deus, sem dúvidas –, mas também se lembrar das pessoas anônimas que tocadas por esses homens aceitaram o desafio de viver somente para a glória de Deus. Homens que se valeram dos meios técnicos da época – a prensa gráfica – para eternizar as palavras desses gigantes. Homens que trabalhavam glorificando a Deus e partilhando essas boas novas com seus amigos: sapateiros, camponeses, vendedores... Homens que desafiaram as heresias de sua época e pagaram um preço de sangue por isso. Que o digam os huguenotes franceses, que foram massacrados na noite de São Bartolomeu: homens do qual o mundo não foi digno.

Comemorar a Reforma é comemorar o fato de que ela continuou. Houve os puritanos, que mudaram a face da Inglaterra e construíram a nação que hoje chamamos Estados Unidos da América. Mais uma vez diversos nomes surgem em nossa mente: Owen, Bunyan, Baxter. E novamente temos uma série de homens que, inspirados pelo Cristo pregado por eles, provocaram uma revolução no mundo. Revolução que não foi apenas de forma metafórica: o que seria da democracia no mundo sem a Revolução Inglesa?

Comemorar a Reforma é também comemorar os grandes avivamentos. É comemorar o fato de que homens como Edwards, Whitefield, Wesley e Spurgeon pregaram avidamente para o povo, e por meio da ação do Espírito Santo esse mesmo povo decidiu viver para a glória de Deus e transformar aquelas gerações.

Comemorar a Reforma é também comemorar o despertar missionário do século XIX. É comemorar o fato de que homens como Willian Carey, Hudson Taylor e Simonton tinham o grande desejo de ver essa glória de Deus vivenciada em toda Terra. Assim, pela pregação desses homens, podemos ver que hoje existem pessoas comuns que vivem para a glória de Deus em vários cantos do mundo.

É nessa perspectiva que olhamos para a Reforma e vemos que, embora celebremos e lembremos o nome de grandes pregadores e teólogos, a Reforma não é sobre eles. É primeiramente sobre o Deus que eles pregam. Mas é também sobre aqueles que descobrindo o Deus desses homens são motivados pelo Espírito Santo a uma vida que seja para a glória de Deus: na igreja e em todas as outras áreas da vida, aqui e em todos os cantos da Terra.

A Reforma é então a vitória da vocação leiga diante da doutrina católica do sacerdócio da igreja: a vitória da Reforma é o sacerdócio de todos os crentes. Todos nós somos chamados a glorificar a Deus por nossas múltiplas vocações. Todos nós somos chamados a proclamar a virtude daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9). 
A Reforma é a proclamação de uma vida genuinamente cristã no mundo, em contraste com o monasticismo medieval. É por isso que Bonhoeffer cita o exemplo de Lutero:

O caminho de Lutero para fora do convento e de volta ao mundo constitui o ataque mais incisivo que o mundo sofreu desde os tempos da primeira Igreja. A renúncia do monge ao mundo é brincadeira comparada à renúncia que o mundo experimentou por parte daquele que a ele regressara. O ataque agora era frontal; o discipulado de Jesus passaria a ser vivido no seio do mundo. Aquilo que, em circunstâncias especiais e com as facilidades da vida monástica, era praticado como realização especial passava agora a ser algo necessário, ordenado a cada cristão no mundo. A obediência perfeita ao mandamento de Cristo deveria acontecer na vida profissional de todos os dias. Assim se aprofundou de forma imprevisível o conflito entre a vida do cristão e a do mundo. O cristão atacava o mundo de perto; era uma luta corpo a corpo. (BONHOEFFER, 2004, p 13.).

Isso nos leva a refletir sobre o que então significa ser reformado no mundo de hoje. Talvez tenhamos esquecido essa grande verdade, que é o desafio de viver para a glória de Deus no dia a dia, enquanto trabalhamos e proclamamos a Palavra. É por isso que concordo que precisamos de mais pregadores que, de certa forma, sejam como Calvino, Lutero, Spurgeon e Edwards. Quando tivermos pregadores como eles, teremos também leigos como aqueles de suas épocas: homens que vivam para a glória de Deus, que preguem o evangelho, que proclamem a Deus com suas obras, que vivam com os olhos na eternidade.

Referências:

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. 8ª ed. Sinodal. 2004. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

FÉ E ARREPENDIMENTO




Gustavo Motta Quintão / Ocilson Daniel Xavier 



BASE BÍBLICA: 2 Coríntios 5:17


INTRODUÇÃO


“Testifiquei, tanto a judeus como a gregos, que eles precisam converter-se a Deus com arrependimento e fé em nosso Senhor Jesus.” Atos 20:21.

A conversão é um sinal visível de que o homem verdadeiramente recebeu a salvação. Assim como acontece no trânsito, a conversão é a mudança de sua rota, na qual o crente ia para os caminhos que levam a morte (Provérbios 14-12), e agora vai para o Caminho que lhe trará vida – Jesus Cristo (João 14:6).

Mas quais, então, são os sinais de uma conversão verdadeira? Vemos que a mudança de vida acontece quando o eleito encontra a salvação em Cristo, tendo fé na obra redentora de Jesus, confiando completamente a vida a ele e entendendo que o caminho no qual ele andava o levava à perdição, e que é preciso mudar radicalmente de postura. Isso quer dizer que os elementos marcantes da conversão são a fé a o arrependimento.


A FÉ QUE SALVA


O autor da carta aos Hebreus fala que a fé “é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). A fé pode ser entendida como plena certeza, confiança em algo ou em alguém. 

Como podemos ser salvos mediante a fé? Tendo a certeza de que Cristo, Filho de Deus e também Deus, veio a Terra para salvar os pecadores do Inferno, morrendo em nosso lugar, levando sobre si os nossos pecados e ressuscitando ao terceiro dia. Fé não é simplesmente acreditar, é confiar de coração que tudo isso ocorreu.

Jesus Cristo é completamente capaz de mudar nossos corações para entendermos isso, mas, para que continuemos firmes na fé, ou seja, para continuarmos confiando, devemos fazer a mesma coisa que fazemos com as pessoas em quem confiamos: nós devemos conhecer melhor. Nós só conseguimos conhecer melhor a Cristo de duas maneiras: por meio da leitura da palavra, pois é na Bíblia onde encontramos sobre quem é Deus, o que Ele fez e faz por nós, e o que Ele quer de nós, e por meio da oração, que é uma conversa com Deus, falando sobre nossos anseios, medos, desejos, e uma demonstração de que entendemos que, sem Ele, nada podemos fazer.


ARREPENDIMENTO QUE MUDA


O arrependimento não é remorso, não é a tristeza causada pelas consequências que vêm após pecarmos. O remorso produz a morte, mas o arrependimento segundo Deus, traz salvação (2 Coríntios 7:10). Arrepender-se é mais que se entristecer pelo pecar: é ter repúdio ao pecado, é começar uma mudança de postura diante das situações, mudança causada por Deus em nós, por meio do Espírito Santo. 

Existem três áreas em nossas vidas que são transformadas quando nos arrependemos verdadeiramente:
  • Nosso intelecto – é a mudança de mente (metanoia), referente ao pecado que nós cometemos, reconhecendo que o pecado é abominável e que não temos capacidade para mudar por nós mesmos. 
  • Nossas emoções – é a mudança verdadeira no coração, na qual o pecador se entristece e passa a odiar o pecado, assim como também passa a ter necessidade do perdão de Deus, pois foi para isso que Cristo nos libertou.
  • Nossa vontade – o crente deve mudar a vontade em pecar, submetendo-se à vontade divina e aos caminhos em que Cristo deseja que andemos.
Uma das formas de demonstrarmos que estamos arrependidos é pedindo o perdão a Deus, confessando os pecados com os irmãos para que eles possam nos ajudar. Devemos, assim, procurar sempre a maneira de nos afastarmos daquilo que nos faz pecar e sempre pedir forças a Deus, para lutar contra aquilo que não o agrada.

APLICAÇÃO


Jesus, após curar as pessoas em seu ministério na Terra, sempre dizia: “vá, e não peques mais”. É isso o que ele deseja do crente convertido! Devemos entender também que a mudança de mente, sentimento e vontade com relação às coisas pecaminosas é fruto de um arrependimento verdadeiro, que é obra de Deus em nossas vidas, assim como a fé, que é dom gratuito de Deus, a fim de que nós acreditemos em Cristo verdadeiramente e naquilo que Ele fez por nós. O conjunto de fé e arrependimento é a demonstração de uma verdadeira conversão.