quarta-feira, 4 de setembro de 2013

UMA RESPOSTA À TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


EXPOSIÇÃO EM JÓ 1 E 2

Palestrante: Leonardo M. Verona
Realizada na Missão Reluz, Belo Horizonte.




Vivemos em tempos em que a Palavra de Deus tem sido distorcida por muitas igrejas e pastores ditos evangélicos. O Deus pregado por esses líderes assemelha-se mais a um Gênio da lâmpada ou a um Papai Noel, que existe somente para atender os nossos desejos, caprichos e taras.
Basta ligarmos a TV ou rádio, para logo encontrarmos uma pregação deste tipo, dizendo: aceite a Jesus, venha em nossa igreja que você terá isso, aquilo e aquilo outro! Certa vez, ouvi um pastor dizendo que se alguém doasse 1000 reais para o seu programa de TV, esta pessoa seria muito prospera e não passaria pela crise econômica. Outro, contando uma espécie de testemunho, disse que um membro da sua igreja tinha só um fusquinha, e que depois dele participar de uma campanha tal, agora ele tem uma Land Rover!

Mas este visão errada de Deus não se restringe apenas a aspectos econômicos. Muitos tem pregado que a partir do momento em que você se torna um cristão, tudo agora na sua casa vai dar certo. Você não terá mais problemas na sua família e no seu casamento, você que antes era infeliz no amor, não será mais. Seus filhos vão virar uns anjinhos. Todos a sua volta irão te amar,  serem seus amigos e por aí vai. E se você é cristão e tem algum problema na sua vida, seja econômico ou de outra ordem, é porque certamente você está em pecado, abriu brecha e deu legalidade ao diabo. Ou seja, se você for bonzinho, e fazer tudo certinho, tudo na sua vida vai dar certo. Bem ao estilo Deus Papai Noel! Essa é a chamada teologia da retribuição ou também da prosperidade.

O que vemos nas Escrituras não é isso! E a história de Jó joga por terra esse tipo de teologia. Primeiramente, a história de Jó dá uma resposta à teologia da prosperidade. Jó, de uma hora para outra perdeu todos os seus bens, perdeu os seus filhos e ainda perdeu a sua saúde. Muitos hoje, contaminados por essa teologia, ao se depararem com o primeiro problema diriam como a mulher de Jó: porque ainda ainda sigo esse Deus. A resposta de Jó frente aos problema é estarrecedora, bem diferente do que vemos por aí:
Jó 1.21  e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!
Jó 2.10 Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

Em segundo lugar, a história de Jó dá uma resposta a ideia de que tudo de errado que acontece na nossa vida é consequência dos nossos pecados. No primeiro capítulo deste livro nos é dito que Jó era um homem íntegro aos olhos de Deus. Logo, não devemos atribuir o que nos acontece de ruim sempre ao pecado, já que Deus utiliza de circunstâncias para nos moldar segundo os seus propósitos.

Em último lugar, a história de Jó não abre espaço para essa idéia de legalidade ou brecha. Vemos que o diabo não atua na vida de Jó porque ele deu legalidade, mas porque Deus é quem permitiu que Satanás tocasse na vida dele. Isso para cumprir os seus propósitos Eternos. O diabo está sujeito a Deus, porque Deus é soberano.

Logo, meus irmãos, que não sejamos crentes que ao primeiro sinal de problema, nos afastamos de Deus, ou atribuímos tudo ao pecado e ao diabo. Mas que saibamos reconhecer que Deus é soberano, e que ele nos molda por meio das circunstâncias da vida.

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