terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A QUEDA

                                                                           André M. Storck Nunes

BASE BÍBLICA: Gênesis 2-3


Poucos acontecimentos marcam nossas vidas de forma que conseguimos nos lembrar deles até a velhice. Se você conversar com uma pessoa mais velha, ela irá te contar várias histórias pelas quais passou na vida, e você perceberá que geralmente são histórias muito felizes ou muito tristes. Isso acontece porque nossa memória possui essa facilidade natural de guardar acontecimentos que envolvem fortes emoções. Pessoas que não conseguem se lembrar de algo marcante em suas vidas geralmente são consideradas doentes, loucas ou traumatizadas. 

Você acreditaria se eu te dissesse que todos nós nascemos com uma deficiência, com um vírus, com uma espécie de loucura (Romanos 1:21), por causa de um acontecimento terrível e triste, que sequer nos lembramos de como ocorreu? A história desse evento precisa ser contada a nós como condição para que possamos ser curados. Aí está a importância da Bíblia, que, sendo a Palavra de Deus, precisa ser anunciada para nos iluminar o caminho. Essa história é sobre a Queda. Um acontecimento único e devastador para todos os homens e para o restante da criação também. Em razão desse acontecimento, muitos seres humanos não conseguem enxergá-lo nem o entender por terem se tornado muito orgulhosos para aceitar que erraram e caíram da presença de Deus. 

Deus criou a terra, o mar, toda a natureza, animais, plantas, o Sol e demais astros, tudo, inclusive nós, os seres humanos. Ao terminar sua criação, Deus reconheceu que tudo era muito bom de acordo com o narrado em Gênesis 1. O homem feito à imagem e semelhança de Deus foi criado totalmente livre, foi designado por Deus para governar toda a criação, cultivar e guardar o maravilhoso jardim (Gênesis 2), dar nome aos animais e fazer tudo em plena alegria, paz e comunhão com Deus. Mas a perfeição desse estado inicial da criação foi contaminada pelo pecado. Da história quase todos sabem, mas não custa repetir. Gênesis nos conta que Deus criou todas as coisas, todo o universo. Em especial fez um lindo jardim com uma infinidade de plantas e árvores frutíferas. No meio do jardim plantou Deus duas árvores: a Árvore da Vida e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Deus disse a Adão que de todas as árvores e frutos do jardim poderia comer, exceto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, e o alertou que se um dia comer dela certamente morreria (Gênesis 2). 

Adão, o primeiro homem, representando ali toda a raça humana, resolveu desobedecer ao seu amigo e Criador, traindo-lhe a confiança e desejando ser como Deus. Você consegue imaginar quão fácil seria guardar essa tarefa? Imaginemos a enormidade de frutos, espécies, tipos e gostos diferentes que havia lá e lembremo-nos de que Adão podia comer da própria Árvore da Vida, plantada no meio do jardim. Ora, mas não se engane, pois o coração do homem é facilmente corruptível. Bastou a provocação do Diabo por meio de uma serpente para o ser humano trair seu amigo e Criador, tomando o fruto da árvore e o comendo, desejando assim ser igual a Deus. Eis aí a Queda. A entrada do pecado na Criação. Tal como um filho que, após ter ganhado da mãe dezenas e dezenas de brinquedos dos mais belos e divertidos, acaba roubando o brinquedo quebrado do vizinho, assim também o primeiro homem preferiu a única fruta que não podia diante da infinidade de presentes que possuía ao seu redor. 

Deus é totalmente bom, mas também é totalmente justo e santo. Deus não poderia deixar de lado a sua justiça e santidade e permitir que um traidor, usurpador, um pecador passasse impunemente. Se Deus fizesse algo assim, estaria deixando de ser justo, pois, sendo Santo, Ele não pode tolerar o pecado. A raça humana poderia ter sido imediatamente exterminada. Se isso tivesse ocorrido, a justiça teria sido feita imediatamente. Mas Deus tinha um plano em que seria justo e misericordioso ao mesmo tempo. 

O pecado nos contaminou. Somos tão orgulhosos, egoístas e convencidos que chegamos até a pensar que, se fossemos nós (pessoalmente) que estivéssemos lá no Éden, não teríamos tomado a mesma decisão que Adão, isto é, não teríamos desejado ser iguais a Deus e o traído. Que engano! Nós estávamos lá, sim! Adão representava cada um de nós e fez o que qualquer um de nós também faria. Lá no fundo, quando o homem começa a pensar honestamente, com a ajuda da graça de Deus que afasta nossa soberba (João 16:8), todo ser humano acaba percebendo que faria igual a Adão. Afinal, olhando nossa vida hoje, não é raro fazermos coisas erradas por muito menos. 

A Queda ocorreu de uma forma muito mais séria do que inicialmente imaginamos. A Queda do homem resultou não somente na morte física que alcança todos os homens mais cedo ou mais tarde, mas também resultou na chamada morte espiritual. Com a morte espiritual os olhos do homem foram cegados, e o seu coração foi inclinado para fazer o mal. Antes da Queda o homem poderia fazer o bem e o mal, pois foi criado livre. Depois da Queda o homem só faz o mal, pois a sua motivação está sempre longe de Deus. Sua vontade e desejo é sempre pelo errado, para as vontades da carne, por aquilo que desagrada a Deus. Mesmo quando faz algo exteriormente bom, a motivação não é mais a glória de Deus, mas sim a auto-satisfação e, por isso, é considerado mal. Assim nascemos, com essa mancha, com este vírus mortífero da Queda, caímos de uma situação de convivência plena com nosso Criador para um plano inferior de separação e pecado. Não fazemos mais o bem, e não buscamos mais a Deus. (Romanos 3). Nosso “deus”, após a Queda, é nosso umbigo. É interessante notar que as crianças, desde pequenas, já possuem inclinação para o pecado (Salmo 51), desejando e brigando para pegar o brinquedo da outra, desobedecendo às ordens dos pais, mentindo para esconder suas bagunças e não serem punidas. Quem ensinou isso às crianças, que muitas vezes nem aprenderam ainda a falar? 

Após a entrada do pecado todas as áreas da vida foram contaminadas. O trabalho passou a ser penoso, a mulher passou a dar à luz com dores, os animais passaram a atacar e devorar uns aos outros, o homem passou a destruir a natureza, e a natureza com catástrofes destrói o homem, doenças físicas e mentais nos vitimam (1 Coríntios 11:30), e enfim a morte física vem para todos os homens. 

Muitos podem questionar: como é possível que ninguém mais faça o bem? Como é que só fazemos o mal? E as obras boas e de caridade que vemos todos os dias? A resposta para essas dúvidas está na morte espiritual. Embora reste em nós uma pequena luz que nos faz saber em parte o que é certo e errado na sociedade, a Queda nos separou radicalmente de Deus de forma que fazemos tudo para nós mesmos, e isso não é bom e agradável para Deus. Explico: todas as nossas ações possuem uma motivação. Mesmo que você não saiba qual é, ela existe. Após a entrada do pecado, a nossa motivação última para todas as coisas que fazemos está em nós mesmos, seja para nos sentirmos melhor, seja para cumprir um dever que achamos ter – enfim, tudo gira ao redor do “eu”. Nada mais é feito para honra e glória de Deus tal como deveria ser. Podemos dar como exemplo aquela pessoa que faz caridade e doação aos pobres, mas, quando questionada sobre o motivo daquilo, responde que faz porque acha certo e, assim, se sente mais feliz. Percebam que, embora seja um bom ato por fora, o intuito final do coração é satisfazer uma necessidade de se sentir feliz e aliviado – o objetivo não é a glória de Deus. 

Foi o pecado de Adão e Eva que os colocou, “e aos seus descendentes (toda humanidade), sob o jugo do pecado e da culpa, de modo que eles e todos os seres humanos passaram a sentir vergonha e medo diante de Deus.” Assim, todas as áreas da vida foram contaminadas como foi dito acima, não somente as áreas naturais, mas também as instituições sociais. Os relacionamentos entre os seres humanos passaram a ser cheio de atritos, contendas e rixas; o casamento passou a gerar também sofrimentos e discórdias; o sexo passou a ser buscado como instrumento de prazer, sem responsabilidade, fora do compromisso de amor mútuo do casamento; os governos e sistemas políticos foram contaminados pela injustiça e corrupção e as artes (música, cinema, entre outras) passaram a servir como propagadores da vontade de pecado que existe no coração do homem. Por causa da Queda, em qualquer canto do universo que você olhar ali estará o pecado contaminando como um vírus a criação, mesmo dentro da igreja você pode e vai encontrar pessoas fazendo coisas erradas, isso acontece em razão do pecado, que não é parte da vontade de Deus. 

Duas lições são de fundamental importância para encerrarmos este capítulo. Em primeiro lugar, a entrada do pecado pela Queda não anulou a criação originalmente boa de Deus. Ou seja, as coisas criadas por Deus continuam sendo boas em sua essência. Por exemplo: apesar de existir a prostituição, o sexo continua sendo algo bom criado por Deus para ser usufruído no casamento. A existência de canções violentas e apelativas não faz com que músicas belas não possam ser usadas para alegrar nosso dia a dia dentro e fora da igreja. A existência do orgulho e egoísmo que geram brigas entre família e amigos não transforma os relacionamentos em algo ruim. A existência de algumas igrejas e pastores que só querem o dinheiro dos fiéis não impede a existência de igrejas e pastores sérios e comprometidos com Deus. Nesse sentido, o autor Albert Wolters diz que “o pecado é uma invasão alienígena (que vem de fora) na boa criação de Deus [...] ele não foi planejado para pertencer à criação.” Em segundo lugar, sabendo que o pecado é algo de fora e que contamina a nós e a toda a criação, Deus em seu infinito amor e misericórdia preparou um plano de salvação do homem e de toda a natureza criada. 

Conforme veremos adiante, Deus enviou seu próprio filho, Jesus Cristo, para sofrer como homem todas as dores e receber a punição e o castigo que nós deveríamos ter recebido. Dessa forma, com o sacrifício de Jesus, que satisfaz plenamente a justiça de Deus, é possível ao homem voltar a agradar a Deus, relacionar-se com Ele e fazer o que é bom. Embora, ainda continuemos a errar e pecar, depois de sermos resgatado por Jesus, nós possuímos novamente a habilidade de fazer o que é certo, pois fazemos tudo em Cristo e para a Glória de Deus (2 Timóteo 3:16). Cristo inaugurou a obra de restauração depois do estrago da Queda, reconciliando o homem e todas as demais coisas com Deus (Colossenses 1:13-23). Jesus é o único caminho para tal reconciliação. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. João 14:6. Todas as demais áreas da vida são salvas em Cristo. Relacionamentos podem ser curados com base no amor e perdão. Canções não pecaminosas podem ser escritas, tocadas e cantadas sobre a vida, o amor e as emoções. A natureza, embora poluída e perigosa, ainda é bela e pode ser aproveitada para lazer, sustento e alegria com o devido cuidado sustentável, sendo tudo feito com o propósito e motivação no coração de glorificar a Deus em Cristo Jesus, e não para atender às necessidades e paixões do próprio coração humano contaminado pela Queda. Veremos que com a volta de Cristo tudo será totalmente restaurado à perfeição que era no início. 

Por enquanto, nós que por um lado reconhecemos esse terrível acontecimento da Queda (ou seja, reconhecemos que somos por natureza pecadores, como nos ensina Efésios 2), mas que, por outro lado, fomos alcançados pela Palavra de Deus e, assim, pela salvação em Cristo mediante a fé, podemos dar início ao trabalho de redenção em cada área de nossa vida, dando graças a Deus pela salvação de nossas almas e glória a Deus por cada resultado alcançado. Sem conhecermos e entendermos o terrível acontecimento da Queda e as consequências devastadoras que ela gerou sobre nós, humanos, e também sobre toda a criação, com a entrada do pecado no mundo, nunca seremos capazes de compreender a redenção providenciada por Cristo e a nossa desesperada condição, na qual precisamos da salvação dele. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16.

sábado, 28 de janeiro de 2017

CRIAÇÃO


Leonardo Marques Verona

BASE BÍBLICA: Gênesis 1-2


INTRODUÇÃO


Você já se perguntou de onde vieram todas as coisas? Já parou para pensar de onde vieram todas as estrelas do céu? E de onde veio a vida? Você alguma vez já pensou em qual é o sentido da vida e também da sua existência? Talvez você fuja de perguntas desse tipo, seja por serem muito profundas e difíceis de responder, seja por serem muitas vezes angustiantes, ou talvez até por medo de encarar a realidade. 

Muitos deixam de pensar nessas coisas, vivem a vida e usam de tudo que existe sem pensar muito sobre sua origem. Mas essas questões vez ou outra surgem em nossos pensamentos. Se não tivermos respostas claras para elas certamente isso nos levará a uma grande angústia e a não enxergamos sentido algum para as nossas vidas. Minha proposta é que respondamos sobre a origem e o sentido de todas as coisas por meio da Bíblia.


“NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS”


Ao abrirmos a Bíblia, no seu primeiro livro, Gênesis, vemos o seguinte versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” O que podemos aprender com um versículo tão simples e pequeno? Será que podemos responder a alguma coisa sobre a origem de todas as coisas e também sobre quem as criou? Com certeza!

Em primeiro lugar, vemos a palavra “princípio”. Mas que princípio é esse? É o começo do nosso planeta, do nosso sistema solar ou de todo o Universo? Pelo próprio versículo entendemos que nesse “princípio” aconteceu a criação de todo o Universo, quando diz que Deus criou os “céus e a terra”. A Bíblia confirma isso em várias passagens, como no Salmo 33: “Mediante a palavra do SENHOR foram feitos os céus, e os corpos celestes, pelo sopro de sua boca [...] Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo surgiu” (Salmo 33:6;9). Então, podemos dizer que todas as coisas foram criadas por Deus.

Em segundo lugar, nesse primeiro versículo vemos que a Bíblia já parte da ideia de que Deus existe e não se preocupa em provar sua existência. Essa deve ser também a nossa forma de pensar. Toda a criação, o tamanho do Universo, o número incontável de estrelas (que são muito maiores que a Terra), sua organização, a beleza desse Universo e a nossa própria vida mostram claramente que existe um Deus todo-poderoso.

Podemos ver, ainda nesse primeiro versículo, que Deus existe antes da criação do Universo e até mesmo do próprio tempo, já que tudo foi criado por Ele. Então, podemos dizer que Deus sempre existiu, Ele não tem começo e nem fim. Podemos falar ainda que Deus não é o Universo, ou qualquer outra coisa dentro da criação, já que Ele existia antes de tudo e tudo foi criado por Ele, o que nos mostra como Deus é grande e poderoso.


DEUS PAI, DEUS FILHO E DEUS ESPÍRITO SANTO


Ao continuarmos a ler o capítulo 1 de Gênesis, vemos o Espírito de Deus participando e dando vida à criação, pois “o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” (Gênesis 1:2), enquanto Deus criava e organizava tudo por meio de Sua Palavra. Podemos entender mais sobre essa “palavra”, que também podemos traduzir como “verbo” como em João 1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” (João 1.1-3). Então, quem é essa Palavra ou Verbo, por meio da qual todas as coisas foram feitas? A resposta é Jesus Cristo, que é a pessoa de quem João está falando no seu livro.

Vemos, então, em Gênesis 1, a Santíssima Trindade criando conjuntamente todas as coisas: Deus Pai, por meio de Sua Palavra; Jesus Cristo, Deus Filho; e a ação do Deus Espírito Santo trazendo vida à criação. Com isso, vemos que Deus não precisava criar o Universo, já que Ele é completo em si mesmo. Mas, pela Sua graça e amor, Deus decidiu livremente criar o Universo para a sua própria glória. O sentido da criação e da vida está em glorificar a Deus: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Salmo 19:1-2).


A ORGANIZAÇÃO DA CRIAÇÃO


A partir do versículo 3 de Gênesis 1 vemos Deus dando forma e organizando a sua criação por meio de sua Palavra. Nos seis dias da criação, Deus cria a luz e a separa das trevas, separa também as águas que ficariam embaixo e as águas que ficariam nos céus, fez as águas se ajuntarem para aparecerem lugares secos, fez brotar na terra todo tipo de plantas, estabeleceu o dia, a noite e as estações do ano, encheu as águas de seres vivos, bem como a terra de todas as espécies de seres vivos e os ordenou que multiplicassem. Deus também criou o homem, à Sua imagem e semelhança, dando a ele o domínio sobre os animais, e também o ordenou que se multiplicasse.

Vemos que Deus criou e organizou cada coisa da criação para funcionar de acordo com a Sua vontade. Deus estabeleceu leis que dirigem tudo o que existe. Essas leis estão em toda parte de nossa vida, e sem elas nem vida nem Universo existiriam. Deus criou essas leis e a tudo sustenta, de forma que se Ele tirar a sua mão da criação nada poderá continuar existindo.


A CRIAÇÃO DO HOMEM


Aprendemos que Deus criou todas as coisas e vimos também que Ele criou o homem. Mas, ao compararmos a criação do homem com a dos outros animais, percebemos algumas diferenças.

Em primeiro lugar, o versículo 16 de Gênesis 1 nos diz que o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. O que isso quer dizer? Em resumo, significa que somos mais parecidos com Deus do que com qualquer outra criatura, mesmo Deus sendo infinitamente maior que o homem. No texto de Gênesis 1 vemos um Deus que é criativo, organizado, racional, gracioso e bondoso e que exerce domínio sobre sua criação. 

O homem também reflete essas características de Deus, além de outras que são mencionadas na Bíblia, como a justiça, a espiritualidade, a capacidade de se relacionar, o amor e a santidade (antes da queda). Por isso, podemos dizer que Deus dá um destaque ao homem em relação ao restante da criação.

Em segundo lugar, em Gênesis 2, vemos Deus criando e formando o homem diretamente do pó da terra. Além disso, o próprio Deus soprou o fôlego de vida, criando assim a “parte” espiritual do homem. A Bíblia não revela exatamente como foi esse processo, mas esse fato nos mostra a importância e a atenção que Deus deu ao homem. De forma semelhante, Deus tirou uma das costelas do homem, formou diretamente dela a mulher e instituiu a família dizendo que o homem deve deixar pai e mãe e se unir à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gênesis 2:24).


“VIU DEUS QUE ERA TUDO MUITO BOM”


Ao final do capítulo 1 de Gênesis nos é dito que Deus viu tudo o que tinha feito e viu que tudo era muito bom. A criação de Deus é boa, e por isso nós podemos e devemos usar com alegria, gratidão e responsabilidade tudo o que Deus criou. 

Diferentemente de algumas religiões que dizem que o mal precisa existir junto com bem para haja um equilíbrio, a Bíblia nos mostra que o mal que existe hoje é algo anormal e que não fazia parte da boa criação de Deus.


APLICAÇÃO


Você já se perguntou de onde vieram todas as coisas? Já parou para pensar de onde vieram todas as estrelas do céu? E de onde veio a vida? Você alguma vez já pensou em qual é o sentido da vida e também da sua existência? 
Agora você pode responder a essas perguntas. Deus criou todas as coisas, todas as estrelas do céu, bem como todo esse imenso universo e a própria vida, o que nos mostra que Ele é todo-poderoso. 
Se Deus é o criador e a origem de tudo, o único sentido da vida e da nossa existência só pode estar no próprio Deus. 
O sentido da vida é glorificar a Deus. Por isso, seja grato a Deus por sua vida e por tudo que Ele criou.